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Lançamento do portal Modal Verde

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Infraestrutura e Custo Brasil

Este site nasce de uma péssima experiência pessoal pelas estradas brasileiras. Em muitas delas, o estado de deterioração e abandono por parte do poder público é tão grande que é difícil acreditar que haja poder público no local. Se houvesse responsabilidade, algumas dessas estradas seriam interditadas.

O órgão responsável, seja estadual, municipal ou federal, permite que se trafegue por locais cujo trânsito ficou inviável quando alguma medida deveria ser tomada. Que seja a iluminação, sinalizações opcionais, presença de pessoal e suporte em caso de quebra e acidente. No entanto, nada se vê. Nenhuma ação, desvio, suporte, nada. É como se ali, ninguém fosse responsável.

Isso posto, é preciso acrescentar que, nas estradas brasileiras, mesmo naquelas que são boas, há outro problema: os maus motoristas. Tanto quanto o perigo encontrado em estradas ruins, que levam a estouros de pneus, quebras de componentes e nos piores casos em acidentes graves com vítimas fatais, os maus motoristas são consequência de um Brasil irresponsável, de um país que se acostumou a olhar o descaso, a esperteza cega e burra, a ignorância e a irresponsabilidade como parte da paisagem.

Talvez o mesmo visto de irresponsabilidade passado pelo poder público quando faz de conta que o problema não é dele, o damos também a esses irresponsáveis que jogam com a vida alheia. Talvez o país e o seu povo, antes considerado “bom”, tenha o poder público e os maus motoristas que merecem.

Talvez não. Talvez possamos ser otimistas e acreditar numa recuperação. Quem sabe consigamos, como povo, após décadas de exposição ao conhecimento e ao aprendizado proporcionado por todos os meios, apreender as coisas boas dessa exposição para se educar, aprimorar-se como ser humano e evoluir para um novo patamar de civilidade.

Por que Modal Verde

Multimodal. Essa palavra define um conceito fundamental em infraestrutura e logística de transportes de cargas e pessoas. Independente do desvio técnico das palavras moda, modalidade e modo de transporte, modal nesse contexto significa que temos opções de transporte. Cada modal é uma opção.

Quando se pensa nas políticas de um país para estimular o uso de opções de transporte, ainda mais num país de dimensões continentais como o Brasil, imagina-se que elas sejam estruturadas e independente dos governos. Deveriam ser uma política de estado desde a origem do mesmo e evoluída com o passar do tempo.

Como somos um país diferente, esse exercício de imaginação não cola. Quem vem de fora, especialmente de outro país ou continente onde os modais de transporte são simplesmente consequência de políticas racionais, poderia ingenuamente imaginar que um país como o nosso, que tem exatos 39 graus de latitude e longitude (uma rara enormidade e coincidência), daria um verdadeiro show quando se trata de modais de transporte.

O maior produtor agrícola do mundo, com mais de 200 milhões de habitantes, a quinta maior nação territorial global, frequentemente o top 10 entre os PIBs do mundo, dono da maior bacia hidrográfica, o terceiro em número de hidrovias etc., deve ter uma infraestrutura de dar inveja.

Ledo engano. A ingenuidade desse estrangeiro reside em não saber que o Brasil não é um país racional. Não, não é. Entremeia-se na racionalidade brasileira uma malemolência, uma esperteza, um conflito de interesses que transforma a razão numa outra coisa. Não um substantivo. Um tratado social, talvez.

O leitor que já não sabe, perceberá que temos uma falha congênita a respeito do bem comum. Neste caso, a falha é expressa em uma infraestrutura de transportes ininteligível aos não iniciados – praticamente todos aqueles que não nasceram aqui.

Como não temos uma infraestrutura realmente multimodal que tire proveito do potencial do território nacional, poderíamos nos perguntar se não é possível corrigirmos essa falha e repararmos os erros do passado e criar uma infraestrutura logística à altura de tão exuberante natureza.

Acho que devemos crer que não. As coisas “não são bem assim”. Dos bondes da história, já perdemos alguns. E, se já eram caros, agora o são muito mais. Nós perdemos tanto pela falta de racionalidade sobre o bem comum, que não podemos mais pensar em construir uma infraestrutura de vários modais, pois não temos dinheiro.

A exigência histórica agora é outra. É uma exigência da natureza. Não podemos mais criar uma infraestrutura multimodal como deveríamos tê-lo feito no passado, mas sim uma infraestrutura multimodal verde, ambientalmente responsável, ecológica, que minimize radicalmente os impactos nocivos à natureza.

Inteligência artificial como recurso

Alguns textos e resenhas escritos aqui não usam inteligência artificial. Outros, porém, usarão esse recurso. Mas, com um propósito claro. Um artigo é interessante na medida em que ele proporciona mais contexto que dê suporte a suas ideias.

Por exemplo, o asfaltamento de um trecho de estrada que já existia há muitos anos, não pode ser contado apenas pela óptica do governo. Em muitos casos, por trás de uma obra, há um contexto histórico tão longo e dolorido, que a sua execução deixa de ser uma vitória e passa a ser uma reparação.

Um governo nunca fará propaganda de uma obra como uma reparação, mas como uma vitória do presente. Se ela é uma reparação, ela se torna muito mais uma dívida com os cidadãos do que uma demonstração de boa gestão pública.

Nesse sentido, a inteligência artificial é uma excelente ferramenta para encontrar o contexto histórico e trazer à superfície verdades que estavam escondidas por anos de más gestões – talvez repetidas gestões. Essa pesquisa rápida e dinâmica que a IA traz seria inviável realizar de outra forma.

Todo texto gerado por IA é supervisionado e revisado. Contudo, esse escrutínio talvez não seja suficiente. Assim, contamos com a colaboração dos leitores para compreender a ocorrência de eventuais falhas, humanas, históricas, gramaticais etc. e nos informar se houver um entendimento ou conhecimento diferente.

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